sábado, 26 de maio de 2012

Uma Carta aos Romanos e os Vasos Eleitos de Desonra! Uma versão "caiofabiana" de Paulo em Romanos


O que dizer...  Caio Fabio é Caio Fabio e como tal tem uma visão única de assuntos complexos!
São dezessete minutos de um vídeo completamente "caiofabiano" onde ele fala verdades e ele mesmo comenta "deixa claro" e sabe,  "heresias" .


Como alguém que gosta de Caio Fabio e aprendeu com ele mesmo, que a"primeira"característica de um verdadeiro cristão é questionar TODAS as coisas cabiveis e "incomodar" a luz da bíblia. Não pude me calar e deixar de me expressar.

Vamos as verdades!


É absolutamente VERDADE, que toda bíblia deve ser interpretada a partir de Cristo. Ainda mais, se o assunto foi efetivamente abordado por Ele. Exemplo é o caso dos mortos" que não retornam a terra" na parábola de Lazaro, dos "marginalizados ou gentios a beira do caminho que foram incluídos no plano de salvação" na parábola do banquete e assim vai, por muitos assuntos!
É absolutamente VERDADE, que não devemos PERDER A PAZ e até mesmo tempo com assuntos que não trazem vida como," se sou vaso de honra ou desonra" assunto abordado pelo telespectador.
A bíblia é inerrante e todos os seus autores e personagens foram inspirados pelo Espírito, mas Cristo é SUPERIOR a todos, pois ele É o ESPIRITO e DEUS também, prerrogativa mais que suficiente para calar Paulo e todos! Embora no caso não haja discrepância entre um e outro de forma nenhuma.

Vamos as "heresias"!
Romanos não é como se Paulo fosse por um "caminho" sem saber ao certo como chegar a uma conclusão. Ele divaga sim e com coragem  por assuntos complexos e absolutamente intrigantes chegando a uma conclusão que não podia ser diferente! Que nossa mente humana é completamente limitada e que não alcança os planos insondáveis de Deus!
Fazendo uma comparação e guardadas as devidas proporções é mais ou menos como o "perigoso" livro de Eclesiastes que no fim o sábio Salomão depois de provar "TUDO, todas, beber, comer, construir e etc", conclui "tudo é vaidade"!
Falar que a doutrina da eleição é contraria ao ensino de Jesus não é "digno" de alguém que conhece as escrituras e Jesus . Se o problema de Caio com Romanos é que prevalece o que já havia sido ensinado por Cristo, fiquemos então com as palavras do Próprio...
 Jesus é quem diz... Em varias versões
 *Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.João 6:37

Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei.
João 6:37 NVI
*E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia.João6:39

E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.
João 6:39 NVI 
*Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar.João 6:64

Contudo, há alguns de vocês que não crêem". Pois Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair.
João 6:64 NVI

*E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.João 6:65

E prosseguiu: "É por isso que eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai".
João 6:65 NVI
Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.
João 17:9

Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus.
João 17:9 NVI


"Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la? "
João 6:60
"Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la? "
João 6:60

Bom, recomendo o texto todo de João 6. Atente as palavras de JESUS ( Pai me dá - a vontade - me deu - ninguém pode - se - bem sabia Jesus, desde o princípio - que me deste) A eleição "nada" mais é que um clik um interrupitor que se liga dentro do coração humano e esse ligar vem de Deus! Quem sabe é como " fossemos geneticamente" selecionados a aceitar Jesus... Diga-se de passagem desde de a fundação do mundo.
 Achei" hilário", Caio dizer que faria diferente de Paulo, "o homem "maluqueceu" de vez, ele tem razão o assunto pirá! Porque será que foi Paulo quem escreveu Romanos e não Caio?! Há,há,há...
E tem outra Caio, torna-se extremamente chato  com essa balela de, teologia não leva a nada é discussão tola blá,blá,blá... Sendo que ele mesmo passa o dia fazendo isso! Ao se propor a fazer algo novo, quebrar paradigmas temos que vigiar muito, para não nós tornamos igual ao que odiamos!

Uma coisa que a vida me ensinou é que podemos de certa forma dizer tudo, coerentemente e buscar a melhor forma possível para tal  sendo fiel a nossas convicções, vou dar um exemplo:

Certa vez em uma pregação de Augustos Nicodemos de forma descontraída abordando o "paradoxo de Paulo" em Romanos 7 disse:
-Quando eu chegar no céu quero em um papo de bons amigos abordar Paulo e lhe dizer, " que confusão você me colocou o que exatamente você queria dizer em Romanos?!
Não fica muito mais bonito, falar desta forma de um apostolo bíblico, intrigante, instigador como Paulo, acho que no mínimo ele merece isso!
Trocando em miúdos... "Paulo, Paulo porquê me ferrastes! Que conversa  difícil era aquela de Romanos".

Então a natureza de nosso Deus não nós permite de forma nenhuma enaltecer  ninguém, más não podemos negar que aqueles treze homens mais o "pequeno grande" grupo de Atos que deu inicio a igreja primitiva foram no "mínimo" cheios do Espírito Santo e extraordinariamente plantados por Deus para o desenrolar na história de sua igreja. 
Se Paulo naqueles tempos sem ciência em um" mundo" pagão, violento, socialmente incerto com toda sua vida passada em desconstrução, foi capaz claro, inspirado pelo Espírito produzir Romanos,Gálatas, 1 Tessalonicenses, 1 e 2 Coríntios, Filipenses e Filémon1 e 2 Timóteo, Tito - e as restantes: Efésios, Colossenses, 2Tessalonicenses. E ainda "organizar" claro não sozinho uma igreja que é viva dois mil anos depois, tenho  que afirmar sem medo que  Deus foi com ele sobremaneira!
 Tremenda falta de humildade querer se comparar  o homem foi usado e se deixou ser usado de uma forma que nem eu nem você nem Caio seremos, pois aqueles dias não se repetirão mais, pois foram o tempo perfeito e escolhido para conclusão dos acontecimentos.
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Gálatas 4:4
Bom Caio é Caio e definitivamente não se enquadra em qualquer molde. Fique claro que continuo achando-o um excelente homem de Deus e que como tal é falho, imperfeito e limitado.
Resumindo HUMANO como você e eu. Se você já sabe disso, tá tudo certo! 
Dani Lima 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A IGNORÂNCIA É FELICIDADE!


A ignorância é Felicidade!  Frase aparentemente inocente e despretensiosa, mas que está cheia de significados e implicações filosóficas. Ela aparece no filme Matrix, numa importante discussão acerca da verdade. Parece supor alguém que conhece os dois lados da moeda: a ignorância e o conhecimento. Alguém que trilhou caminhos bem definidos para alcançar o alvo-conhecimento e, agora, olhando para trás, chega à conclusão que era mais feliz no tempo da ignorância. “Melhor tivesse ficado sem conhecer a verdade, na ignorância”, chega-se a afirmar.  De fato, conhecer, muitas vezes, é atormentador.

Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo,  sentiu na pele o peso que o conhecimento trás ao homem. Diz ele: “eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás” (Romanos 7:7). 

Sabedor, agora, do que deve e do que não deve fazer, Paulo passa a viver o conflito existencial que somente aquele que “conhece” vive. A luta agora, depois de ter “conhecido”, é contra o mais difícil inimigo a ser enfrentado: sua própria natureza, que teima em fazer aquilo que a sua própria consciência, agora espiritual, lhe diz para não fazer: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19). Resultado: tristeza, frustração, decepção, sentimento de impotência e insatisfação. Tudo isso descrito num profundo brado de lamento e melancolia por ter chegado ao “conhecimento” que chegou. Conclui Paulo: “Desventurado homem que sou! (Romanos 7:24).

Numa elucubração anacrônica, imaginemos Paulo assistindo Matrix. Será que ele concordaria com a célebre frase “Ignorância é felicidade”?

A.W.Pink comentando essa luta interior que o apóstolo Paulo travava com sua própria consciência-conhecedora, faz a seguinte afirmação:

O reconhecimento dessa guerra em seu íntimo e o fato de que se tornou cativo ao pecado levam o crente a exclamar: “Desventurado homem que sou!” Esse é um clamor produzido por uma profunda compreensão da habitação do pecado. É a confissão de alguém que reconhece não haver bem algum em seu homem natural. É o lamento melancólico de alguém que descobriu (grifo meu) algo a respeito da horrível profundeza de iniqüidade que existe em seu próprio coração. É o gemido de uma pessoa iluminada por Deus, uma pessoa que odeia a si mesma — ou seja, o homem natural — e anela por libertação VEJA artigo
Eis o tormento causado pelo conhecimento, inclusive da Lei Moral de Deus. Acaso não teria sido mais vantajoso ter continuado na ignorância em relação à Lei?  Muito tarde para isso. Não dá mais para “não ter conhecido”. Uma vez iluminados pela luz da verdade, não conseguiríamos viver novamente na escuridão da ignorância; por mais difícil que seja conviver com o conhecimento. E se pudéssemos aconselhar o ignorante? Diríamos para continuar na sua ignorância para não se arrepender de ter conhecido? Estaríamos corretos?

O Filósofo Grego Platão, em sua Alegoria da Caverna, abordada a partir da Teoria do Conhecimento, ensina que a vida do ser humano pode ser divida em 3 etapas:

1º) A primeira etapa, a Agnosis, é a etapa da Ignorância, representada, em sua alegoria, por homens presos, desde a infância, no interior de uma caverna escura, olhando sombras refletidas na parede, enquanto entendem ser esta a única realidade/verdade existente, já que não conheciam outra. Segundo Platão, todos os seres humanos, sem exceção, já nascem  nessa etapa, na ignorância. A maior parte das pessoas jamais sairão dela. Nascerão, viverão e morrerão na ignorância.


2ª) A segunda etapa, o Doxa, é a etapa da desconfiança ou opinião, representada na alegoria, pelo prisioneiro que consegue se libertar e olhar, pela primeira vez em sua vida, em outra direção, para a entrada da caverna, quando percebe que existe algo além das sombras que entendia como a única verdade existente, porém, ainda não consegue discernir com clareza o que consegue ver no exterior da caverna, mas tem, agora, certeza de uma coisa: existe algo além das sombras que via. Segundo Platão, algumas pessoas transcendem à Agnose e conseguem chegar a essa etapa, mas não todas.

3ª) Finalmente, a terceira etapa, Episteme, é a etapa do “Conhecimento”. Quando o indivíduo que conseguiu se libertar de sua cadeia, imposta desde a infância, e, agora, sai definitivamente da caverna, ficando frente a frente com o real, com a verdade. Ele finalmente, “conhece” a verdade e entende perfeitamente que antes, quando na caverna, era um ignorante, vendo sombras e julgando ser a realidade. Segundo Platão, poucos chegam nessa etapa.


A imagem acima, em forma e significado piramidal, demonstra bem o número de pessoas em cada uma dessas etapas:

Ao se deparar com a Luz da verdade, do conhecimento, identificados na alegoria de Platão pela Luz do sol, o preso que consegue se libertar das cadeias, já começa a sentir os primeiros problemas causados pelo “conhecimento”:
1)  Seus olhos, agora desconfortáveis,  são ofuscados por conta dos longos anos vividos na escuridão da caverna;
2)  Sente a necessidade, incontrolável de voltar à caverna para tentar soltar seus companheiros de infortúnio, pois o conhecimento da verdade não lhe permite mais viver tranquilamente enquanto lembra-se de outras pessoas, seus companheiros, que ainda estão vivendo  na completa escuridão da ignorância, o que denota a inquietação e responsabilidade trazida pelo conhecimento;
3)  Sofre muita resistência dos seus antigos companheiros de prisão ao tentar abrir-lhe os olhos para que, também, assim como ele, conheçam a verdade. Afinal, é bem mais cômodo ficar na zona de conforto que sair em busca do conhecimento.
4)  Como insiste em levar o conhecimento adquirido adiante, aos outros, é, finalmente, morto por seus próprios companheiros. De fato, muitas vezes o conhecimento poderá ser responsável por traumas irremediáveis.
A decisão por querer conhecer  é algo de extrema responsabilidade e que trás um imenso peso ao ser humano. Chegar ao conhecimento, entretanto,  não é nada fácil. Por isso mesmo, muitas pessoas preferem continuar na comodidade e na inércia da ignorância. É preciso percorrer um longo e árduo caminho para chegar ao conhecimento.

O filme Show de Truman aborda de forma brilhante esse tema, completamente embasado na  Teoria do Conhecimento de Platão. Ou seja, alguém que vivia na completa escuridão da ignorância e depois resolve sair em busca da verdade, do conhecimento. Veja toda a dificuldade que essa atitude pode gerar, na cena final do filme O show de Truman

Apesar do tormento que o “conhecimento” pode trazer, ele é também fonte, talvez a única, de soluções inadiáveis. O conhecimento prévio de uma doença grave, por exemplo, ainda que traga dor e tristeza, pode ser fundamental para o início de um tratamento eficaz. Da mesma forma, o conhecimento do perigo que um filho está correndo, por mais desesperador que seja para seus pais, pode permitir que cheguem a tempo de salvá-lo do desastre eminente.  

  
Finalmente, o que a bíblia tem a nos dizer sobre esse tema? 

Qual a recomendação e opinião da Palavra de Deus a esse respeito? Devemos buscar o conhecimento ou, antes, pelo contrário, preferir a ignorância? Qual o melhor para nossa vida? O atormentador  peso do conhecimento ou a suposta leveza da ignorância?

Que muitos líderes religiosos preferem seus rebanhos na mais completa escuridão e ignorância, para poder assaltar-lhes os bolsos com maior tranqüilidade, é certo. Mas, e a Bíblia? O que nos diz? Vejamos alguns textos:         

Mateus 28:19-20: “19.Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;  20.ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.

Algumas pessoas costumam dizer que não gostam de teologia. “Meu negócio é vida prática”, afirmam. No texto acima, um dos mais conhecidos, sempre que é citado, pontua-se a questão do “Ide” (v.19), da “evangelização”. Mas, não podemos esquecer que o mesmo imperativo para “evangelizar” é aplicado, com a mesma intensidade, para a necessidade do “ ensino  da palavra de Deus” (v.20). Em Mateus 22:29, Jesus levanta mais uma vez a questão da importância do aprofundamento no estudo das escrituras. Diz ele: “Errais, não conhecendo as Escrituras”. Em João 5:39, sobre esse assunto, mais uma vez Jesus incentiva o aprofundamento nas escrituras, diz ele: “Examinai as escrituras”.

Jesus, em João 8, fala de escravidão, sinônimo de ignorância, e de libertação, sinônimo de conhecimento:

8.36   Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Qual o meio utilizado pelo Filho para promover essa libertação, inclusive da ignorância da falta de conhecimento de Deus e de seus preceitos?

8.32   e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Conhecimento da Verdade)

E o que é a verdade?

Jesus, em João 17:17, explica: “ Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”.

O próprio Paulo, mesmo sabedor do sofrimento e responsabilidade que o conhecimento trás, opta por ele e desconsidera a possibilidade de viver na ignorância. Muito embora, o conhecimento de Deus e dos seus preceitos também produzam prazer e descanso sem igual.

II Timóteo:

3.10 Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, 3.14   Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste 3.15   e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. 3.16   Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 3.17   a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.


Colossenses

1.10   a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;

Romanos

1.28   E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,


Tito

1.1   Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade.

Por fim, devemos entender que o conhecimento de Deus e de seus preceitos, descritos exclusivamente em sua Palavra, são verdadeiros luzeiros a iluminar nosso caminho, a dissipar por completo as trevas da ignorância.


A ignorância é Felicidade?

Depende do que entendemos por Felicidade. Depende do objetivo de nossas vidas. Se nosso objetivo é a glória de Deus, não podemos ficar alheios ao conhecimento Dele e de seus preceitos. Se há alguma possibilidade da ignorância trazer felicidade, prefiro, e devemos preferir, a dor do conhecimento à louca sensação de paz e tranqüilidade que a ignorância forja, fazendo tudo parecer real, enquanto sabemos: são apenas sombras.


Preferir sombras à verdade, tendo a possibilidade de conhecer a verdade, é um ato tão louco quanto pode ser.

Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos (Salmos 119.105).
Filosofia Calvinista

domingo, 13 de maio de 2012

Qual tradução da Bíblia devo usar? Com Augustus Nicodemus

Você é fogo, eu sou paixão

Li, gostei, postei!

O maior sucesso do falecido cantor Wando se chama Fogo e paixão, e dizia: “você é luz, meu raio estrela e luar, manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô”. Como a Bíblia ficou há muito ultrapassada, desconfio que a inspiração de muitos não vem mais de um livro semita antigo, mas do falecido cantor romântico mesmo. Acho até mesmo que seria perigoso Wando ser entronizado como apóstolo, no ritmo em que as coisas andam.

Explico: primeiro, as pessoas não sabem mais o que dizem. Como na pós-modernidade o significado das palavras pode variar, graças ao desconstrucionismo de Derrida, o mesmo ocorre com termos encontrados dentro deste grupo social. Por exemplo, muitos falam em serem apaixonados por Deus. É uma paixonite aguda que mais parece coisa de adolescente cheio de espinha e fã do Luan Santana! É paixão pra cá, é paixão pra lá... E dá-lhe aquelas coreografias apaixonadas por Deus, mesmo sem se importar com o princípio de decência e ordem (1Co 14.40) dada pelo próprio Senhor... 

Porém, a Bíblia não diz para nos apaixonarmos, e sim para amarmos a Deus. Há uma grande confusão, e as pessoas acham que a ordem de Jesus em amar a Deus sobre tudo se refere à nossa vida emocional. Mas o amor ao qual Jesus Se refere não é uma emoção, e sim uma ação. Deus amou o mundo de tal maneira (Jo 3.16) que agiu, enviando Seu Filho ao mundo. Jesus amou Seus discípulos (e, por extensão, a todos nós) demonstrando Seu amor não com beijinhos, afagos ou suspiros, mas morrendo na cruz. Amor a Deus não pode ser comparado com paixão, pois não pode ser rebaixado a uma simples emoção, volúvel e volátil com as circunstâncias da vida.

Segundo, outra coisa que vejo é a fixação com o fogo. Todo mundo pede fogo, mesmo sem saber o que significa! Até parece que o pessoal quer fazer uma gigante festa junina gospel, obviamente sem a presença de S. João (mas quem sabe com outra presença “ungida”...). 

São tantas canções que falam a respeito de fogo que temo que o pessoal venha a fazer xixi na cama de noite! Acontece que nem sempre fogo é símbolo da presença do Espírito Santo (Is 4.4, At 2.3). Na verdade, o fogo é usado com mais frequência na Bíblia como símbolo da justiça de Deus sendo executada (Dt 4.24, Hb 12.29, Is 10.17, Ml 3.2, Jr 5.14, 23.29, Jr 48.45, Lm 1.13, Ez 39.6, Sl 119.139). É também usado como símbolo de perseguição (Lc 12.49-53) e perversão moral (Is 9.18, Pv. 6.27, 28).

Isso tudo porque o pessoal não quer saber de teologia. Em sua ignorância, muitos acham que isso é coisa de intelectual frio, afastado do Espírito e voltado somente a livros empoeirados que são mais uma Disneylândia para ácaros e traças do que fonte de informação. Esquecem-se de que a própria Bíblia nos diz para estudarmos a Palavra (Js 1.8), a fim de que possamos ter um bom guia para nossa existência (Sl 119.105), encontrando nela a pessoa de Deus revelado em Cristo (Jo 5.39). Teologia é, sim, uma ótima ferramenta contra os lobos vestidos em pele de apóstolo.

Como diria o orador romano Cícero, que tempos os nossos! E que costumes!

Digão
Genizah

Mulher, caminho que nos trouxe Deus


O caminho que nos leva a Deus é o Homem Jesus Cristo
Porém, o caminho que nos trouxe Deus foi a Mulher.
O bom pastor só poderia entrar pela porta em Seu aprisco
Seria possível que viesse por outro caminho qualquer?

Antes de habitar em nós pelo Espírito Santo

Deus Se hospedou no ventre de uma mulher
Hoje Ele sopra aqui e em qualquer canto
Enchendo de graça a quem Ele quiser

Fez do Corpo da Mulher Seu santuário

Aconchegou-se bem perto do coração
Por nove meses Se fez solitário
Gerado em silêncio, sem chamar atenção

Ela é a vacina contra o mal da solidão

Sem ela o Éden não é jardim, mas só sertão
Ela é a esquina que leva à estrada do futuro
Ela é a menina que aponta o norte que eu procuro
E se alguém do futuro nos visitar vier
Em vez de pular o muro
Terá que passar pela mulher

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Titanic... Deixem as mulheres, as crianças, e os DESCRENTES subirem primeiro nos botes salva-vidas.


Há pouco eu li um belo testemunho o qual compartilho abaixo: 

"O pastor escocês John Harper e sua filha Nana, de seis anos de idade, estavam a bordo na noite fatídica em que morreram mais de mil e quinhentas pessoas que estavam a bordo do Titanic . Quatro anos antes, a esposa de Harper falecera e ele sabia que a menina ficaria órfã aos seis anos de idade. Mesmo assim, ele a embarcou em um dos botes salva-vidas e preferiu tentar ajudar os demais.

pastor escocês John Harper
O motivo de sua viagem era pregar em uma das maiores igrejas dos Estados Unidos na época, Moody Church em Chicago. A igreja estava esperando por sua chegada, pois não somente ele pregaria uma série de mensagens, mas daria oficialmente a resposta que aceitaria pastorear a igreja nos EUA.

Harper era conhecido como um pregador envolvente e havia sido pastor de duas igrejas na Grã-bretanha, em Glasgow e Londres. Seu estilo de pregação era adequado para um evangelista como testemunham as palavras de um pastor amigo. “Ele era um pregador do ar livre acostumado a falar para grandes públicos… Ele possuía uma grande compreensão das verdades bíblicas que lhe permitam combater com sucesso todos os ataques à fé”.

Quando o Titanic bateu no iceberg, Harper, por ser viúvo poderia ter se juntado à filha, mas optou por dar àquelas pessoas mais uma chance de conhecer a Cristo. Há registros que Harper correu de pessoa em pessoa, contando apaixonadamente aos que estavam em pânico sobre a necessidade de aceitarem a Cristo.

Quando a água começou a afundar o navio, Harper foi ouvido gritando: “Deixem as mulheres, as crianças, e os descrentes subirem primeiro nos botes salva-vidas.” Ao ouvir um homem rejeitar seu apelo para que aceitasse Jesus, Harper deu-lhe o colete salva-vida que usava e disse: “você precisa disso mais do que eu.” Até o último momento que esteve a bordo do navio, Harper pediu que as pessoas entregassem suas vidas para Jesus.

Quatro anos após a tragédia, durante uma reunião um sobrevivente do Titanic, um sobrevivente contou como foi seu contato com Harper no meio das águas geladas do Atlântico.

Ele testemunhou que ele estava se agarrando em um pedaço dos detritos quando Harper nadou até ele, fazendo duas vezes o convite bíblico: “crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo.” Ele disse que rejeitou a oferta na primeira vez.

No entanto, ao ouvir o apelo sendo repetido pelo pastor, sabendo dos quilômetros de água sob seus pés, aquele homem entregou sua vida a Cristo. Logo em seguida disse que viu Harper sucumbindo ao frio e afundando. Ele concluiu seu testemunho na reunião de sobreviventes simplesmente dizendo: “Eu sou o último convertido de John Harper”.

Sua filha, Nana, foi resgatada e mandada de volta à Escócia, onde cresceu, casou-se com um pastor, e dedicou toda a sua vida ao Senhor."

Caro leitor, que testemunho maravilhoso não é verdade? O zelo evangelístico de John Harper é um modelo para cada um de nós.  

Ora meus amigos, todos sabemos que o mundo é mal, a cidade está cada vez mais violenta e as pessoas estão cada vez mais egoístas. Nas ruas, nos becos, nos guetos, gente como estas estão desesperadas por uma mensagem de esperança e salvação. Agora, como crerão se não há quem os envie?

A pergunta é: O que temos feito? Temos anunciado o Evangelho integral de Cristo Jesus ou temos andado preocupados com a nossa satisfação e realização pessoal. Os campos estão brancos, o que nos mostra a imperiosa necessidade de anunciarmos o Evangelho de Cristo a essa juventude sem rumo e esperança. Cabe a Igreja contextualizar o evangelho sem contudo sicretiza-lo. Somos e fomos chamados pelo Senhor da glória a proclamar as boas novas de Cristo.

Minha oração é que o Deus Todo-poderoso mediante sua infinita graça, nos use como instrumento de benção e salvação para milhares de jovens neste país.

Soli Deo Gloria,

Renato Vargens

terça-feira, 17 de abril de 2012

Aos vencedores, as batatas podres da pajelança nacional!


Por traz do imbróglio religioso, o que se vê é um fenômeno de mercado. A perseguição e o constrangimento fecharam mais de 60% dos estabelecimentos de macumba dos grandes centros. O flanco mais tradicional da igreja católica foi solapado pelo vento do marketing gospel “cool”. A parte mais sincretizada rendeu-se à pajelança “gospel trash”. A resistência se reinventou.

Contudo, os clientes destes tipos de “produto” não evoluíram, ou alteraram seus desejos e valores. Continuam desinteressados em crescimento espiritual, ou em um exercício adulto de sua fé. Seguem com os olhos fechados para a “loucura aos olhos humanos” na raiz do Evangelho Libertador. São egocêntricos e continuam escravos de seus desejos carnais e materiais.

O marketing “gospel trash” cooptou boa parte da clientela das religiões mágicas existentes no Brasil. Desde a pajelança indígena, certos meandros da idolatria católica, a magia africana, a bruxaria genérica, a “simpatia” colonial e até o ocultismo, seja de raiz européia, seja asiática.

O resultado de Reino de tão festejado avivamento não passa de um nanico arremedo do que o marketing gospel comunica e a massa aderida indica. Os pastores orientados ao discipulado, com cheiro de ovelha, reconhecem os resultados pífios de conversão verdadeira. Prosélitos então? Nem isto é bom adjetivo para a maioria. Eu diria aderentes e, com muita bagagem! Bagaceira velha de ritos e crendices trazida de seus templos pagãos. Maçaroca que o “gospel trash” mastigou, engoliu e, tal qual vaca profana, ruminou toda a mistura. Pastou a maior parte de suas próprias origens pela raiz e, ainda com fome, na falta de santos e relíquias, foi buscar nos ritos esquecidos de um judaísmo com templo. Vaca vagando perdida, agora regurgita tudo na boca de seus adoradores.

A cena “gospel trash” segue vendendo os mesmos benefícios que os seus clientes sempre buscaram em outras bandas: a resposta mágica, descompromissada e realizada em um agente externo que os livra do esforço e da culpa relacionados à persecução de seus objetivos egoístas, ou de um encontro verdadeiro consigo mesmo e com seu Criador. Para maioria, isto é incompreensível, ou é muito tumulto para pouca sardinha. O que se vê é o Toma-Lá-Dá-Cá de sempre: Da cá minha garrafada, toma seu dinheiro. Opa! Olha ai a minha cura, tome ai o seu ex-voto!

Os clientes foram conquistados, mas como descobriu Rubião, personagem de Machado de Assis: Ao vencedor, as batatas. E que batatas! A vileza bem composta do mundo traçou o destino do pobre Rubião Gospel. Herança de riquezas espirituais? Que nada! Para muitas igrejas outrora bíblicas, as batatas conquistadas, travestidas de piedosas, levaram para seu meio a mesma nojeira de que sempre se alimentaram. Contaminaram o levedo de nosso pão!

As moscas viventes em sua podridão defecaram nos púlpitos. Contaminaram muitos pastores, mas para a felicidade geral da nação, começam a bater asas de volta à sua imundícia, no rastro de suas batatas podres.

Debandaram as “batatas” de volta à “concorrência”? Sim, mas não a mesma de antes. Outra, travestida de gospel. Se preferirem, de “bandeira” trocada, tal qual fazem os hotéis e postos de gasolina. Hoje Esso, amanhã Petrobrás. Sacaram um dos letreiros do capeta, meteram o do Senhor Jesus.

E quem atende a este consumidor retornado? No mais das vezes, a mesma gente de sempre, devidamente repaginada no “modelito” fashion gospel. E em outros casos, infelizmente, ex-crentes mais susceptíveis que levaram à casa de Deus as práticas dos adivinhadores, dos embusteiros, dos idolatras e dos bruxos. Não é a primeira vez que isto acontece, não é mesmo?

O forte movimento no mercado religioso dos últimos 20 anos foi como uma descarga puxada. Agora veremos a acomodação. Aos poucos, os clientes e fornecedores enquadrados na estética gospel irão retomar o padrão antigo. Vão mostrar as suas caras. Um já se disse favorável ao aborto. A maioria já adotou a idolatria em todas as suas formas. Esta valendo adorar o líder, a geografia bíblica, objetos de culto do judaísmo com templo, matéria orgânica de todo o tipo, incluindo plantas, óleos e até suor humano. Só não vale adorar os santos mortos, mas aguardem até o Edir Macedo bater a caçoleta… ***
Danilo Fernandes Genizah
Quando no início da década de 90 certos grupos neo-pentecostais começaram a perseguir os centros de umbanda e candomblé nas grandes cidades do país, eu pensei: Este cobertor é curto, vão cobrir a cabeça, vai ter pé de fora…

O que vemos hoje, infelizmente, é o mundo gospel, dito evangélico, engolindo o sapo de boca amarrada, cheio das pedras atiradas aos macumbeiros.
 
Genizah