quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Refutando o "erro cíclico de redundância" da Bíblia

Ateus contemporâneos (neo-ateístas) atacam bastante a Sagrada Escritura, sempre buscando nela alguma possível contradição, erro, ou apenas algum motivo para ridicularizarem os cristãos. Uma forma de argumentação contra Bíblia envolve um “ciclo lógico” que aparentemente faz sentido, dando a impressão que a Bíblia é falível. Essa argumentação funciona com três simples perguntas que você pode ver na imagem abaixo:



Primeiro, o grande erro desse "ciclo" é colocar a Bíblia como algo pessoal. Isto é, usar a expressão "a Bíblia diz...". O certo seria: "Os autores dos livros Bíblicos dizem...". Esses autores diziam que o que escreviam era infalível porque afirmavam que era o próprio Deus quem os inspirava. Porém, pode ser apontado outro problema, que seria: "Que credibilidade posso dar a esses autores?". Para essa pergunta há uma simples resposta:


Se lermos as cartas apostólicas podemos ver que o único objetivo delas era a propagação do evangelho. Não vemos em nenhum canto algo que poderíamos chamar de “conspiratório”. Vamos supor que os apóstolos tinham interesses políticos e econômicos inventando uma possível inspiração divina. Se o objetivo deles era obter “lucros” escrevendo aquilo, eles foram os homens mais burros de todos os tempos. Pois, eles nunca ganharam riquezas e nem status social. Muito pelo contrário eles tiveram uma vida absurdamente desgraçada e foram martirizados de formas infelizes, pelo simples fato de afirmarem que as coisas que escreviam eram totalmente inspiradas por Deus. Dado essa objeção, torna-se muito mais provável acreditarmos que eles receberam realmente inspiração divina, a que acreditar que tudo foi uma conspiração. Sendo assim, podemos dar grande credibilidade a esses autores.


No livro “Em Guarda”, o filósofo e historiador William Lane Craig, escreve:


“No entanto, o poder explicativo da hipótese da conspiração é sem dúvida mais fraco no que diz respeito às origens da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus. Pois a hipótese é na verdade uma negação desse fato; ela procura explicar a mera aparência de crença por parte dos discípulos. Porém, como os críticos universalmente reconheceram não se pode negar com alguma plausibilidade que os primeiros discípulos no mínimo criam sinceramente que Jesus ressuscitaria. Eles apostaram suas vidas nessa convicção. Essa deficiência por si só tem sido suficiente na mente da maior parte dos estudiosos para enterrar de vez a hipótese da conspiração”


Vejam que encontramos uma resposta plausível para a pergunta: "Como você sabe que a Bíblia é a Palavra de Deus?". Usando a resposta demonstrada acima esse "ciclo" foi quebrado, como podemos ver abaixo:




Outra objeção a esse argumento seria a superioridade da experiência pessoal. Nesse caso eu não teria um fator externo para refutar o argumento em questão. Todavia, eu teria um fator interno que me diria que a Bíblia é realmente a palavra de Deus, independentemente do que os outros acreditem ou tentem-me fazer acreditar. Esse fator interno seria minha experiência pessoal com Deus (testemunho interno do Espírito Santo). Não é possível provar a ninguém essa experiência, apenas, para você mesmo. Seria como você conhecer um extraterrestre, chegar em casa, contar isso para sua família e eles lhe disserem: “Extraterrestres não existem!”. Suponha que, logo após, sua família lhe mostre argumentos lógicos para lhe provar que ETs realmente não existem. Todo e qualquer argumento que lhe apresentarem será, com certeza, irrelevante para que você mude de opinião. Pois, você teve verdadeiramente uma experiência com esse ser de outro planeta. Mesmo que você não possa provar a existência dele e nem possa refutar argumentos contra a sua existência, você tem certeza que ele existe. Isso acontece da mesma forma com a Bíblia. Podemos ter experiências pessoais com Deus (testemunho interno do Espírito Santo) que nos mostram que Ele existe e que a Sagrada Escritura é realmente Sua palavra. Essas experiências são frutos da íntima comunhão com Deus. Isto é, se tivermos uma íntima comunhão com Deus, podemos ter a total certeza que a Bíblia é Sua palavra, independentemente de argumentos que tentem mostrar o contrário.


“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho” (Sl 119:105)


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